domingo, 6 de janeiro de 2013

A origem do triangulo.


O emblema de TRÊS PONTAS é marca registrada e emblema oficial da ordem das Filhas de Jó Internacional. Consiste em um triangulo duplo encerrando uma réplica de três garotas usando túnicas, capas e coroas, segurando uma cornucopia, uma poma e uma urma, dentro do triangulo interno, e as palavras "I YOB FILIAE" na base, entre os triangulos interno e externo.




Mas você conhece a origem do TRIANGULO?! 

 


No alfabeto grego encontramos o delta como a quarta letra, D, sendo sua figura o triângulo equilátero. Segundo Diaz de Carvalho, uma, ou mesmo duas linhas geométricas não podem representar um corpo absolutamente perfeito, entretanto três linhas, ao se unirem, formam a primeira figura regular e perfeita, a primeira perfeição. Nenhuma figura tem maior utilização na simbologia maçônica, por vezes representado por três pontos.


Tal como exposto por Ramée, o o triângulo, composto por três linhas e três ângulos, forma um todo completo e indivisível. Todos os outros polígonos se subdividem em triângulos e são compostos por triângulos, o que faz deste o tipo primitivo, base à construção de todas as superfícies. Para os simbolistas os três ângulos representam Sabedoria, Força e Beleza, atributos de Deus, e também Sal, Enxofre e Mercúrio, segundo os hermetistas, princípios da obra de Deus. Os três ângulos representam ainda os três reinos da natureza, mineral, vegetal e animal, e as três fases da revolução perpétua, Nascimento, Vida e Morte, revolução que Deus governa sem ser governado.

O triângulo representa a Tríade ou Trindade, Triada, em grego, Trindadem, em latim, Trimurti, em sânscrito. Para os cristãos, Pai, Filho, Espírito Santo. A letra delta e o sentido que carrega originou a palavra Deus no sânscrito, Diaus, e nas línguas latinas, Dia e Deus, tal como chegaram até nós. Em grego, devido a razões de pronúncia, o vocábulo, escreve-se Théos.
Segundo Platão, toda a matéria elementar é composta de triângulos combinados. O três representa a solidez, estabilidade. Estabelece os princípios de harmonia e equilíbrio em um mundo dual.
Por isso, é usado pra representar o aspecto Divino, através da Trindade, presente em várias culturas:

Cristianismo: Pai, Filho e Espírito Santo
Hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva (trimurti)
Egito: Ísis, Osíris e Hórus
Irlanda: Morrigan, Badb e Macha (facetas da Deusa da batalha)
Celtas: Virgem, Mãe e Anciã (Aspectos da Mãe Terra)
Espiritismo: Deus, princípio espiritual (Espírito) e princípio material (matéria)
Platão: Ser (modelo perfeito, original), devir (cópia do modelo) e receptáculo (espaço, lugar)


São necessários dois elementos duais (e, ainda assim, complementares) para produzir um terceiro.

Vida + Morte = Evolução
Bem + Mal = Discernimento
Pólo positivo + pólo negativo = Corrente elétrica
Homem + mulher = Vida
Luz + Trevas = Conhecimento


Prestando atenção, quase sempre um desses componentes é visto como ruim (negativo), enquanto o outro é bom (desejável). O ser humano não escapou dessa visão distorcida da realidade, herança do zoroastrismo, que separava o bem do mal, o claro do escuro. O Zen budismo e o Taoísmo nos mostram visões complementares, como o Yin que é oposto mas complementar ao Yang. O binário vida e morte compõem um ciclo evolutivo em que o homem vive os dois tipos de experiências, a do plano físico e as do mundo espiritual, os quais proporcionam a dinâmica que favorece a evolução.

No hebraico, o plural das palavras no masculino terminam em im, e nome utilizado para Deus (Elo-him) pode ser um sinal dessa trindade. As palavras de abertura do Gênesis dizem: "Bereshit bará Elo-him" (No princípio Deus criou); Elo-him é plural, mas bará (criou) é singular. Unidade na diversidade. Multiplicidade resultando numa só força Criadora. 

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